Ainda estou a aprender

Plataforma educativa interativa de acesso livre que visa apoiar os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico que apresentem Dificuldades na Aprendizagem da Leitura (DAL) e consolidar a sua aprendizagem.

Saber Mais

1. A PLATAFORMA AINDA ESTOU A APRENDER

1.1 Enquadramento

1.2 Organização

1.3 Acessibilidade

1.4 Destinatários

1.5 Contexto e intervenientes

1.6 Implementação

1.7 Equipa de investigadores

1.8 Financiamento

1.9 Entidades parceiras

1.10 Apoios e agradecimentos

2. DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM DA LEITURA

(Clique no título para aceder a mais informação)

2.1 Definição e conceção

2.2 Padrões de dificuldades

2.3 Efeitos a médio e longo prazo das dificuldades na aprendizagem da leitura

2.4 Programas de intervenção nas dificuldades na aprendizagem da leitura

3. AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA

(Clique no título para aceder a mais informação)

3.1 Perfis de dificuldades na aprendizagem da leitura

3.2 Quando começar a intervenção?

3.3 A especificidade da intervenção junto dos alunos com dificuldades na aprendizagem da leitura

3.4 Como intervir?

3.5 Consciência fonológica

3.6 Identificação da letra apesar da sua variância gráfica

3.7 Articulação de sílabas e constituintes silábicos

3.8 Fluência de leitura de palavras apresentadas de forma isolada e em contexto e compreensão

1.1 Enquadramento

De acordo com a análise dos resultados obtidos pelos alunos portugueses nos exames nacionais de Português de 4.º ano (e apesar da enorme variabilidade observada nos últimos 3 anos) pode concluir-se que a percentagem de alunos que apresentam dificuldades, na aprendizagem da leitura e da escrita no 1.º ciclo do Ensino Básico é elevada. Embora não tenhamos acesso a dados precisos sobre a incidência das dificuldades na aprendizagem da leitura (DAL) nos primeiros quatro anos de escolaridade do Ensino Básico, dados recolhidos no âmbito de várias investigações enquadradas em projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia podem proporcionar informação sobre a taxa de incidência. Refira-se, neste âmbito, o trabalho sobre a prevalência de alunos com dislexia realizado por Vale, Sucena e Viana (2011). De acordo com as autoras, a taxa de incidência era de 5.4%. No entanto, esta percentagem refere-se a alunos com dificuldades compatíveis com o diagnóstico de dificuldades específicas de leitura, vulgo dislexia. Azevedo e Ribeiro (2016) analisaram os desempenhos de 1878 alunos no final do 1.º ano de escolaridade, tendo verificado que 16.8% eram identificados pelos respetivos professores titulares como tendo dificuldades na aprendizagem da leitura. Esta percentagem pode estar subestimada, uma vez que, ao analisar os alunos que os professores sinalizaram como não apresentando dificuldades na aprendizagem da leitura, verificou-se que 9.8% deles não lia frases e textos do manual escolar adotado para o 1.º ano de escolaridade com a velocidade e a precisão esperadas. Analisando as competências em que os alunos (identificados como tendo dificuldades pelos respetivos professores) revelavam dificuldades, observou-se que o padrão era muito heterogéneo; 11.4% dos alunos revela dificuldades na identificação de vogais; 29.4% na identificação de consoantes; 78.9% na leitura fluente de frases e de textos do manual escolar. No âmbito da construção da Bateria de Avaliação de Leitura (Ribeiro, Viana, Santos, Cadime, Chaves-Sousa, Vale, & Spinillo, 2014), projeto financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/PSI-PED/098592/2008), pediu-se, igualmente, aos professores que indicassem os alunos do 2.º (n = 545), 3.º (n = 566) e 4.º (n = 603) anos de escolaridade que apresentavam dificuldades na aprendizagem da leitura. Constatou-se que cerca de 27% dos alunos em cada um dos anos foi referenciado como apresentando dificuldades no domínio da compreensão da leitura. Os últimos relatórios do Júri Nacional de Exames (Monteiro et al., 2013, 2014) indicam que: i) em 2014, a percentagem de alunos que obteve um nível igual ou inferior a 2 foi de 19% (n = 18577); em 2013, na 1ª fase, foi de 47% (n = 50017). Nas provas de aferição realizadas em 2012, 20% dos alunos (n = 21967) obteve um nível igual ou inferior a 2. Deve notar-se que estas percentagens dizem respeito aos resultados globais, não estando disponíveis nestes relatórios as percentagens por grupos (e.g. leitura, escrita, gramática), pelo que não é possível descrever a percentagem de alunos que obteve resultado igual ou inferior ao nível 2 especificamente em leitura (Monteiro et al., 2012). No seu conjunto, estes dados indicam que o número de alunos no 1.º ciclo do Ensino Básico com DAL é, não só elevado, mas também heterogéneo no que diz respeito aos problemas específicos que apresentam. Sabendo que a eficácia da intervenção junto de alunos com DAL é condicionada por três condições, nomeadamente a precocidade, a individualização e o caráter sistemático das atividades de apoio, e atendendo à necessidade de responder a um grupo elevado e heterogéneo de alunos nas competências de leitura, a construção de uma plataforma educativa dirigida a esta população visa proporcionar aos professores ferramentas que possam ser úteis para a avaliação e a intervenção atempadas. Os resultados das provas de aferição, que se prevê sejam realizadas pelos alunos no final do 2.º ano de escolaridade, podem constituir uma primeira referência na sinalização dos alunos com dificuldades na aprendizagem da leitura. Todavia, os resultados a devolver às Escolas deverão proporcionar informação detalhada relativamente aos perfis de dificuldades registados. O posterior encaminhamento destes alunos para apoio, será no entanto, neste momento já tardio, considerando a natureza das “não aprendizagens” ocorridas nos dois primeiros anos de escolaridade a qual pode explicar, em parte, um desempenho insuficiente nas provas de aferição. As competências de leitura adquiridas ao longo do 1.º e do 2.º anos são decisivas para o desenvolvimento das competências de leitura nos 3.º e 4.º anos de escolaridade. Importa lembrar que os alunos vão enfrentar o desafio da transição de “aprender a ler” para “ler para aprender”, pelo que os que apresentam problemas ao nível da fluência de leitura de palavras apresentadas de forma isolada e de textos se encontram numa situação de desvantagem e em risco de verem as suas dificuldades agravarem-se nos anos seguintes.

1.2 Organização

Na plataforma AINDA ESTOU A APRENDER – AEA a informação e os materiais disponibilizados estão organizados em três Páginas: 1) Saber mais; 2) O que já sei; e 3) Vou aprender (ver Figura 1).

ler mais

Figura 1 – Estrutura da plataforma AEA

A Página Saber mais inclui:

a) uma apresentação global da plataforma;

b) a explicitação dos referenciais teóricos adotados na definição de dificuldades na aprendizagem da leitura, na avaliação e na intervenção;

c) as implicações decorrentes deste enquadramento teórico para a elaboração das atividades.

A Página O que já sei inclui:

a) um conjunto de itens (organizados maioritariamente em pergunta/resposta) que explicitam o modo como o processo de avaliação está pensado e organizado;

b) um conjunto de seis painéis, cada um dos quais compreende atividades e materiais destinados à avaliação da Consciência Fonológica, da Identificação de Letras, da Articulação de Sílabas e Constituintes silábicos, da Fluência de Leitura de Palavras Apresentadas de Forma Isolada, da Fluência de Leitura de Textos, da Compreensão Oral e da Compreensão da Leitura;

c) uma listagem dos procedimentos específicos a seguir para a promoção de cada uma das competências.

Os dados da avaliação deverão ser usados na definição de objetivos de intervenção e na seleção dos materiais disponíveis na Página Vou aprender.

A Página Vou aprender inclui:

a) um conjunto de itens (organizados maioritariamente em pergunta/resposta) com orientações globais para a organização da intervenção;

b) um conjunto de quatro painéis com propostas de atividades de intervenção, visando o desenvolvimento da Consciência Fonológica, da Fluência de Leitura de Palavras Apresentadas de Forma Isolada e da Fluência de Leitura de Textos. Este treino é feito em articulação com atividades que envolvem a Compreensão Oral e a Compreensão da Leitura, estando o mesmo estruturado de acordo com os perfis de dificuldades na aprendizagem da leitura apresentados pelos alunos.

A informação e os materiais disponibilizados nas Páginas O que já sei e Vou aprender asseguram as condições para uma intervenção individualizada e sistemática.

1.3 Acessibilidade

A plataforma é de acesso livre. Para aceder à Página Saber mais não é necessário nenhum registo, mas este é obrigatório para aceder às outras duas Páginas (O que já sei e Vou aprender). O acesso à plataforma pode ser efetuado a partir de qualquer dispositivo móvel com acesso à internet. A sua utilização implica o uso de microfone (integrado ou externo) e auscultadores.

1.4 Destinatários

A plataforma destina-se a ser utilizada por alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico que apresentem Dificuldades na Aprendizagem da Leitura (DAL), orientados por professores (titulares ou de apoio educativo) e/ou por pais/encarregados de educação. No entanto, as atividades propostas podem ser realizadas também por alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico sem DAL. Sugere-se que, no caso dos alunos com DAL, a seleção das atividades seja orientada pelo professor, em função das dificuldades identificadas nas diferentes competências envolvidas na leitura (e.g., leitura de palavras apresentadas de forma isolada, fluência de leitura de textos, etc.). Apesar de ter sido pensada como um sistema de apoio para alunos com DAL e respetivos professores, podem inscrever-se e usar a plataforma outros utilizadores, tais como professores de educação especial, psicólogos, terapeutas da fala, investigadores, alunos dos cursos de formação de professores e alunos de psicologia, entre outros.

1.5 Contexto e intervenientes

Os materiais e as atividades de avaliação e de intervenção foram pensados de modo a poderem ser implementados em contexto escolar pelo professor titular de turma (dentro ou fora da sala de aula) eventualmente em articulação com os professores de apoio ou outros profissionais. É também possível programar o trabalho para os alunos com DAL realizarem em casa.

1.6 Implementação

A maioria das atividades de avaliação e de intervenção é efetuada em formato digital, embora se disponibilizem, igualmente, versões equivalentes em formato papel e lápis. É autorizada a reprodução dos materiais para efeitos de avaliação, intervenção e investigação. Em cada painel e para cada uma das competências são dadas indicações detalhadas sobre os requisitos para a implementação das tarefas e para a utilização dos materiais disponibilizados. A implementação das atividades pode ser efetuada nas modalidades individual, pequeno grupo e grupo turma, dependendo exclusivamente da opção do professor. É necessário dispor de computadores com ligação à internet para aceder à plataforma, bem como microfone e auscultadores. O tempo requerido para as atividades propostas oscila entre os 15 e os 30 minutos. Caso uma atividade tenha de ser interrompida, os dados podem ser gravados e a atividade pode ser retomada e completada num momento posterior. Para garantir a sistematicidade do treino, este deve ser realizado preferencialmente com uma periodicidade diária.

1.7 Equipa de investigadores

A equipa é constituída por investigadores das áreas da leitura, da linguística e da literatura, por psicólogos e por professores de educação especial e do apoio educativo:

Iolanda Ribeiro, Doutorada em Psicologia da Educação, Professora Auxiliar, Escola de Psicologia, Universidade do Minho (Investigadora Responsável).

Fernanda Leopoldina Viana, Doutorada em Psicologia da Educação, Professora Associada, Instituto de Educação, Universidade do Minho.

Adriana Baptista, Doutorada em Psicolinguística, Professora Coordenadora, Escola Superior de Educação, Politécnico do Porto.

Celda Choupina, Doutorada em Linguística – Sintaxe, Professora Adjunta, Escola Superior de Educação, Politécnico do Porto.

Sandra Santos, Mestre, Doutoranda, Centro de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho.

Sara Brandão, Mestre, Doutoranda, Centro de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho.

Irene Cadime, Doutorada em Psicologia da Educação, Investigadora, Centro de Investigação em Estudos da Criança, Universidade do Minho.

Carla Silva, Mestre, Doutoranda, Centro de Investigação em Estudos da Criança, Universidade do Minho.

Albertina Ferreira, Mestre, Professora de Educação Especial, Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva.

Lurdes Costa, Mestre, Professora de Educação Especial, Agrupamento de Escolas de Briteiros.

Marisa Carvalho, Doutorada em Psicologia Vocacional, Psicóloga, Agrupamento de Escolas de Frazão.

Helena Azevedo, Mestre, Doutoranda, Psicóloga, Agrupamento de Escolas Professor Abel Salazar.

Tânia Freitas, Mestre, Doutoranda, Centro de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho.

Séli Chaves-Sousa, Mestre, Doutoranda, Centro de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho.

Joana Cruz, Doutorada em Psicologia da Educação, Psicóloga, Câmara Municipal de Matosinhos.

Ilda Fernandes, Mestre, Psicóloga, Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho - Barcelinhos.

Maria do Céu Cosme, Mestre, Psicóloga.

Bruna Rodrigues, Mestre, Psicóloga.

1.8 Financiamento

A plataforma foi construída no Centro de Investigação em Psicologia (PSI/01662) no âmbito do projeto “Ainda Estou a Aprender. Desenvolvimento de uma Plataforma Educativa Online de Avaliação e Intervenção nas Dificuldades na Aprendizagem da Leitura” financiado no Concurso de Apoio a Projetos de Investigação nos Domínios da Língua e da Cultura Portuguesas (Ref. 134604) promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian através do Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas em 2014, tendo sido cofinanciado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através de fundos nacionais, e pelo FEDER, através do COMPETE 2020, no âmbito do acordo Portugal 2020 (POCI-01-0145-FEDER-007653 e POCI-01-0145-FEDER-007562).

1.9 Entidades parceiras

O desenvolvimento da plataforma teve o apoio de quatro agrupamentos de escolas que colaboraram no processo de testagem da plataforma:
Agrupamento de Escolas de Briteiros, e Agrupamento de Escolas Professor Abel Salazar, em Guimarães;
Agrupamento de Escolas de Frazão, em Paços de Ferreira; Agrupamento de Escolas de Real, em Braga.

1.10 Apoios e agradecimentos

Agradecemos à Rádio e Televisão de Portugal a autorização para disponibilizar os vídeos na plataforma, incluindo a sua transcrição, e à Rádio Universitária do Minho a colaboração no processo de gravação e de tratamento dos ficheiros áudio.

Vou Aprender

1. O que encontra nesta Página?

2. Como selecionar as competências nas quais se deve intervir?

3. A organização da plataforma permite individualizar a intervenção realizada?

4. A intervenção está organizada por ano de escolaridade?

5. A realização de uma tarefa pode ser repetida?

6. Podem ser realizadas em simultâneo atividades propostas em mais do que uma dimensão?

7. Onde deve ser efetuada a intervenção?

8. Como avaliar os progressos do aluno?

1. O que encontra nesta Página?

Nesta Página vai encontrar um conjunto de atividades de intervenção na Consciência Fonológica, na Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada, na Fluência de Leitura de Textos e na Compreensão. Para cada dimensão existe um conjunto de jogos ou de atividades, organizado em tarefas e/ou séries. Na Consciência Fonológica, por exemplo, são apresentados 13 jogos; por sua vez, na intervenção na Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada são propostas 53 tarefas. O número de séries em cada painel é variável.

2. Como selecionar as competências nas quais se deve intervir?

Os resultados da avaliação devem ser usados para decidir quais as competências a trabalhar e as séries a usar. Os resultados, elencados nas colunas “O que já sei” ou “Vou aprender” e descritos nos relatórios relativos a cada uma das competências – Consciência Fonológica, Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada, Fluência na leitura de textos e Compreensão – indicam, de forma explícita, quais são as áreas nas quais é necessário intervir.

Nas situações em que se observam dificuldades na Identificação de Letras e na Articulação de Sílabas e de Constituintes Silábicos, sugere-se que os alunos efetuem as atividades de treino que constam do programa Graphogame Português Alicerce (para aceder a este software é necessário contactar através do email: ciiil@cm-porto.pt), do Método Fonomímico (ver descrição na Página O que já sei na pergunta “Quais as implicações para a intervenção?"), bem como os jogos de Consciência Fonológica disponíveis nesta plataforma.

Quando é concluída a avaliação da Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada a plataforma gera um relatório no qual são apresentadas duas listas de palavras. A primeira inclui as que foram lidas com precisão e rapidez (O que já sei); a segunda inclui aquelas em que se observam dificuldades (na precisão e/ou na rapidez).

As tarefas usadas na intervenção (disponíveis na Página Vou Aprender, no painel Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada) estão articuladas com as palavras usadas na avaliação. A título de exemplo, no painel Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada da Página "O que já sei”, a primeira série inclui palavras que contêm as sílabas , BA <bata> , CE <cela> / CI <cimo> , FA <fato> , CO <cola> , DU <duna> , LU <lupa> , TA <tala> . Se um aluno apresentar dificuldades na leitura de alguma das palavras anteriores, na Página "Vou Aprender" é necessário selecionar as tarefas e as séries de palavras que contêm as sílabas ou os constituintes silábicos em que se observaram dificuldades. Para esta situação seria adequado utilizar as Tarefas 1 a 5. Só é necessário intervir na Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada se forem registados problemas ao nível da precisão e da rapidez.

A intervenção na Fluência de Leitura de Textos, na Compreensão Oral e na Compreensão da Leitura devem decorrer da análise simultânea dos resultados da avaliação nestas competências. Conforme exposto na Página Saber mais, na secção Intervenção na Fluência de Leitura de Textos e na Compreensão, é possível diferenciar diferentes perfis de dificuldades atendendo ao desempenho dos alunos na Fluência de Leitura de Textos, na Compreensão Oral e na Compreensão da Leitura.

Para cada um dos perfis são dadas, nos painéis “FLUÊNCIA DE LEITURA DE TEXTOS” e “COMPREENSÃO”, indicações sobre quais os textos e os vídeos a usar.

3. A organização da plataforma permite individualizar a intervenção a realizar?

Sim. A plataforma foi pensada no sentido de permitir a implementação de uma intervenção de cariz individualizado e sistemático. Nesta linha, cada aluno pode seguir uma sequência distinta de treino, em função do padrão de dificuldades que apresente. O início da intervenção e a sequência de atividades são diferenciados para cada aluno, dependendo dos resultados da avaliação inicial e da monitorização ao longo do tempo.

4. A intervenção está organizada por ano de escolaridade?

Não. As atividades de intervenção foram selecionadas e organizadas tendo em consideração as competências envolvidas na leitura, o que significa que alunos de diferentes anos escolares, mas que apresentem dificuldades similares na mesma competência (por exemplo, na Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada), poderão realizar o mesmo conjunto de atividades. O que se pretende é que o professor adeque as estratégias de intervenção às necessidades identificadas na avaliação inicial do aluno.

5. A realização de uma tarefa pode ser repetida?

Sim. O aluno poderá realizar os jogos ou apenas algumas tarefas associadas a uma competência específica de leitura até serem atingidos os objetivos delineados no plano de intervenção.

6. Podem ser realizadas ,em simultâneo, atividades propostas em mais do que uma dimensão?

Sim. Por exemplo, é possível realizar em simultâneo o treino da Fluência de Leitura de Palavras apresentadas de forma isolada e o treino da Fluência de Leitura de Textos. As propostas apresentadas na pergunta 3 sugerem essa simultaneidade de treino.

7. Onde deve ser efetuada a intervenção?

A intervenção poderá ser realizada no contexto familiar e/ou escolar. Na Escola, as atividades poderão ser desenvolvidas dentro ou fora da sala de aula. Como algumas das delas implicam a audição de ficheiros de som, poderá haver alguns constrangimentos à sua realização dentro da sala de aula. Neste caso, poderá ser equacionado o uso de auriculares.

8. Como monitorizar a evolução do aluno?

A monitorização dos progressos de cada aluno poderá ser efetuada recorrendo: (a) aos registos dos resultados de cada aluno nas atividades propostas nos vários painéis; (b) aos materiais utilizados na avaliação inicial para monitorizar as mudanças ao longo do tempo e; (c) a provas estandardizadas.

O que já sei

1. O que encontra nesta Página?

2. Por onde começar?

3. É obrigatório fazer a avaliação antes de começar o processo de intervenção?

4. É necessário fazer a avaliação de todas as competências?

5. A avaliação está organizada por ano de escolaridade?

6. Uma avaliação pode ser interrompida e retomada?

7. Pode ser repetida a aplicação de cada uma das tarefas de avaliação?

8. Onde pode ser efetuada a avaliação?

9. O que se obtém no final da avaliação?

10. Como e onde registar os resultados da monitorização?

1. O que encontra nesta Página?

Nesta Página vai encontrar um conjunto de informações sobre o processo de avaliação relativamente às seguintes dimensões:

  • 1. Consciência fonológica
  • 2. Identificação de letras
  • 3. Articulação de sílabas e constituintes silábicos
  • 4. Fluência de leitura de palavras apresentadas de forma isolada
  • 5. Fluência de leitura de textos
  • 6. Compreensão

Para cada dimensão existe um conjunto de atividades organizadas em tarefas e/ou séries. Na Articulação de Sílabas e Constituintes Silábicos por exemplo, são apenas apresentadas várias séries de tarefas; na avaliação da Consciência Fonológica, por sua vez, a competência “identificação da sílaba igual” inclui duas tarefas (tarefa 1 – sílaba igual em posição inicial; tarefa 2 – sílaba igual em posição final), cada uma com três séries.

2. Por onde começar?

Antes de dar início à avaliação, o avaliador/professor deverá adicionar o aluno ao seu grupo de trabalho (a criar na plataforma), devendo, para o efeito, proceder ao seu registo incluindo o endereço da conta do correio eletrónico do aluno. É possível que a maioria dos alunos nesta idade não tenha ainda uma conta de correio eletrónico, sendo necessário proceder à sua criação. A mesma poderá ser efetuada com a ajuda do avaliador/professor, devendo dar conhecimento ao encarregado de educação. Esta conta é a única forma de identificação do aluno na plataforma. Sem a mesma, não é possível fazer corresponder os resultados das várias avaliações. O professor deve instruir o aluno no sentido de guardar cuidadosamente o endereço eletrónico e a respetiva password para futuras utilizações. Quer a criação da conta, quer a a realização da avaliação pelo avaliador/professor deve ser precedida da assinatura de um consentimento informado pelo encarregado de educação. O registo implica o preenchimento dos seguintes campos:

registo

Depois de efetuado o registo do aluno, a avaliação pode iniciar-se por qualquer uma das dimensões, tendo em conta o conhecimento prévio do aluno identificado com Dificuldades de Aprendizagem na Leitura. Para cada competência existe um conjunto de propostas de avaliação.

3. É obrigatório fazer a avaliação antes de começar o processo de intervenção?

Não é obrigatório, mas é desejável. A avaliação permitirá informar o aluno relativamente às suas competências (“O que já sei”) e relativamente aos conteúdos que ainda precisará de trabalhar (“Vou Aprender”). Por outro lado, permitirá ao avaliador/professor selecionar as atividades de intervenção mais ajustadas às necessidades do aluno.

4. É necessário fazer a avaliação de todas as competências?

Não. Pode começar por aquelas em que são detetadas mais dificuldades. Por exemplo, se o avaliador/professor sabe que o aluno identifica todas as letras, não é necessário proceder à avaliação desta dimensão.

5. A avaliação está organizada por ano de escolaridade?

Não. Alunos de anos de escolaridade diferentes podem apresentar dificuldades idênticas (por exemplo: leitura de palavras não automatizada). Assim sendo, sugere-se que a avaliação seja efetuada de acordo com as dificuldades apresentadas por cada aluno, independentemente do ano de escolaridade em que se encontra.

6. Uma avaliação pode ser interrompida e retomada?

Sim, pode. A plataforma foi construída de modo a registar a avaliação independemente do número de sessões que possa ter ocupado.

7. Pode ser repetida a aplicação de cada uma das tarefas de avaliação?

Sim, pode ser repetida, tendo em vista a monitorização das aprendizagens do aluno. A informação fica guardada no “Histórico” associado a cada um dos alunos. Os resultados obtidos deverão ser partilhados com o aluno, de modo a torná-lo consciente das mudanças que estão a ocorrer, bem como do esforço adicional que será necessário realizar para atingir os níveis esperados quando os mesmos ainda não foram alcançados.

8. Onde pode ser efetuada a avaliação?

Sugere-se que seja efetuada na sala de aula, durante o tempo letivo. Em alternativa, pode efetuar-se em horário extracurricular. O único requisito é que sejam asseguradas as condições para que a avaliação seja feita de forma individual e sem perturbações.

9. O que se obtém no final da avaliação?

No final da avaliação a plataforma gera um relatório com informação qualitativa ou quantitativa em função da competência avaliada.

10. Como e onde registar os resultados da monitorização?

Com vista à monitorização do desempenho do aluno em cada uma das dimensões, o avaliador/professor poderá repetir a aplicação das atividades disponibilizadas na secção “O que já sei”. No final de cada avaliação é gerado um relatório que ficará guardado no Histórico de cada aluno, podendo ser consultado a qualquer momento pelo avaliador/professor. A comparação de resultados em cada um dos relatórios ou momentos de avaliação permitirá apreciar os progressos registados.

REGISTE-SE E EXPERIMENTE.

A plataforma AINDA ESTOU A APRENDER foi construída para responder a necessidades de alunos e de professores no apoio às dificuldades na aprendizagem da leitura e na consolidação da sua aprendizagem. A leitura é uma ponte para o mundo e um passaporte para o exercício da cidadania. Ler é poder.

Registe-se já para aceder à àrea reservada "O que já sei" Acesso ao registo
Registe-se já para aceder à àrea reservada "Vou Aprender" Acesso ao registo